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20-11-2008 |
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OITO ETAPAS PARA FAZER TURISMO PELOS CAMINHOS DA HISTÓRIA: |
A herança cultural, na evolução actual da sociedade ocidental, desempenha um papel cada vez mais relevante no crescimento económico dos povos. Por esta razão, as acções que incidem directamente no património e naquilo que nos últimos anos se designou por mais-valia cultural têm uma incidência fundamental no desenvolvimento turístico, para que a rentabilidade associada a esta actividade, para além de promover um movimento económico, ajude, entre outras coisas, a agregação de recursos para a conservação e manutenção desse mesmo legado. Daí o elevado interesse que desde há alguns anos tem existido em relação à sua promoção.
O Itinerário Cultural “Via Nova” surge, pois, da tendência crescente para a revalorização das vias romanas, actualmente em curso por toda a Europa. Se a esta postura combinarmos a experiência e liderança que, durante a última década, a Galiza conseguiu com a gestão deste tipo de produtos de turismo cultural, perceberemos, então, quais os activos fundamentais em que assenta este produto e que, estamos convencidos, garantirão que o êxito da Via Nova seja uma realidade a curto prazo.
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Como é sabido, denomina-se Via Nova o trajecto nos tempos da Gallaecia Romana ligava a cidade de Braga (Norte de Portugal) à cidade de Astorga (Castilla-León), por força do comércio gerado pela exploração aurífera das Médulas por parte de Roma, e com a finalidade de estabelecer a ligação directa entre os dois núcleos sociais com maior peso na Espanha Citerior.
O nome popular de Via Nova explica-se pelo facto de ter sido uma das últimas rotas de comunicação construídas no noroeste peninsular. Porém, a sua denominação oficial era “Via XVIII, do Itinerário de Antonino", chegando a constituir um dos principais elos de comunicação da Espanha gerida pelo Convento Bracarense - ao servir para ligar o comércio e a cultura das regiões do norte - para comunicar económica, social e culturalmente, astures, galegos e lusos, quando ainda não estavam definidos os limites dos nossos povos.
No total eram 215 milhas, o correspondente a 318 km. Partindo da cidade de Braga, descia-se até ao rio Cávado para se chegar e atravessar a serra da Abadia, alcançando o vale do rio Homem, por Covide, por onde se entrava na Serra do Gerês, atravessando pela Portela do Homem, onde é hoje território transfronteiriço.
Neste preciso ponto começa o itinerário Ourensano que se pretende potenciar como Itinerário Turístico e que se despedirá da província de Ourense pelas terras altas de Rubiá, zona onde a Galiza dá a mão à velha Castilla através da bela Serra da Lastra.
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Se passamos para a linguagem turística, a Via Nova constitui um itinerário geográfico que entrelaça, de forma transversal – do sudoeste ao nordeste –, toda a província, através de uma franja que é possível converter numa rota dividida em oito jornadas. Estas jornadas podem ser atravessadas tanto em automóvel como em transporte alternativo e cobrem oito comarcas da geografia transfronteiriça, conseguindo-se que o visitante, para além de fazer um percurso literal pela história em alguns troços e poder gozar da possibilidade de caminhar por percursos originais da Via, leve consigo uma imagem praticamente global da geografia, da natureza, do património, dos costumes e das tradições do território de referência.
Aquis Querquennis, Aquis Originis e o balneário de Lobios são, a título de exemplo, referências do legado do termalismo e dos muitos atractivos que oferece a Via Nova, que, na altura, surgiram no âmbito da mesma. Um dos casos encontra-se, actualmente, transformado num moderno balneário que permite demonstrar aos visitantes como, naquela época, os Romanos desfrutavam da água, bem como – com base neste recurso natural tão apreciado já naqueles tempos (há cerca de dois mil anos) – eles foram capazes de desenhar/criar espaços para o relacionamento social e para a actividade económica.
De grande beleza, a Via Nova goza de uma riqueza meio ambiental diversificada, com pontos de elevado interesse turístico, paisagístico e biológico, e com uma ampla variedade de recursos patrimoniais de elevada atractividade. Para além do referido, possui um potencial económico e turístico e uma riqueza também excelsa de produtos autóctones, de que são exemplo o vinho, a castanha, e o artesanato, aliados a um conjunto de tradições de carácter festivo de grande importância, como o entrudo ou as festas etnográficas e históricas de elevada singularidade, para desenhar um grande mosaico de atractivos que, sem dúvida, convertem estes 318 Km num itinerário cultural de primeira magnitude.
O planeamento da Via Nova tem excelentes raízes para ser considerado um produto turístico baseado na autenticidade, ou seja, um atraente produto assente na linha das tendências turísticas actuais e que, acreditamos, será capaz de conseguir com que o visitante encontre neste produto uma experiência única que lhe estimulará a curiosidade e a imaginação.
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Itinerário Português:
Dos 318 km de longitude com os que conta a Via na sua plenitude, cerca de 50Km são pertença do actual território português, uma grande parte deles dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde se encontra o denominado caminho da “Geira” excelentemente conservado, com dezenas de Miliários ainda colocados ao longo do trajecto, merecendo a pena visitar também os seguintes pontos turísticos:
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. Centro Histórico de Braga
. Santuário do Bom Jesus
. Santuário da Nossa Senhora do Sameiro
. Termas do Alto da Cividade
. Vila Verde
. Amares
. Parque Nacional Peneda-Gerês.
. Mata da AIbergaria
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A Baixa Limia:
Percorrido o território Ourensano, a Via contínua pelo Vale do Rio Caldo até se encontrar com o Rio Lima. Aqui vale a pena deter-se no:
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. Parque Natural do Xurés
. Mansio Aquis Qriginis
. Balneário de Rio Caldo
. Lobios
. Santa Comba de Bande
. Aquis Querquennis
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Terras de Celanova:
Embora não faça parte da Via Nova, Celanova está integrada num dos principais elos à Via Nova, o que fazia a ligação desta com Ourense e com Lugo, e possui um riquíssimo património histórico que seria pena perder no trajecto. Vale a pena conhecer com mais detalhe:
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. Mosteiro de San Salvador
. Capela mozárabe de San Miguel
. A Casa dos Poetas
. Castromao
. Ponte Freixo
. Vilanova dos Infantes
. Santuário da Virgem do Cristal
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A Limia:
Por esta zona cruzava a Via Límica, que transcorria entre Ponte Linhares e o Forum Limicorum, zona onde, também, se encontra a legenda que baptizou o Rio Lima como o Rio do Esquecimento. Merece a pena parar na:
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. Torre da Forxa
. Aldeia de Congostro
. A Carballa da Rocha en A Saínza
. Iglesia de Rairiz de Veiga
. Museo etnográfico de Vilar de Santos
. Torre de Sandiás
. Xinzo de Limia
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Alto Arnoia:
À semelhança do que ocorre com Celanova, também Allariz não é parte integrante do itinerário da Via Nova. Contudo, o atractivo deste conjunto urbano enriquece sumamente o conteúdo do Itinerário e justifica plenamente a sua interligação. Vale a pena visitar o:
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. Parque etnográfico de Allariz
. Igreja de Santa Eufemia de Ambía
. Colegiata de Xunqueira de Ambía
. Petroglifos de Presqueira
. Baños de Molgas
. Castillo de Maceda
. Santuário de Os Milagros
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Terras de Caldelas:
Aqui, a Via Nova encontra-se com a Ribeira Sacra e a uma das regiões europeias com maior concentração de mosteiros por quilómetro quadrado. Vale a pena visitar:
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. San Pedro de Rocas
. San Estevo de Ribas de Sil
. Santa Cristina de Ribas de Sil
. Cañones del Sil
. Monasterio de Montederramo
. Castillo de Castro Caldelas
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Montanhas de Trives:
Circundando a Serra de Queixa, no traçado avistamos a paisagem montanhosa de Manzaneda, vinculada à excelência natural, com os Côdos de Larouco como máximos expoentes e as virtudes de um património histórico certamente de mérito. Vale a pena parar para apreciar:
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. Miliarios de San Xoán de Río
. Ponte Navea
. Iglesia de Santa Maria de Trives
. Museos del Colegio de Santa Leonor
. Iglesia parroquial de Vilanova
. Ponte Cabalar
. Codos de Larouco
. Ponte Bibei
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Valdeorras:
Por Valdeorras, para além de começar a entrar já nas Terras de Castilha, a Via Nova saúda o Rio Sil, com as memórias das suas explorações auríferas, aquelas que deram origem à própria Via. Aprecie:
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. Iglesia de Santa María de Larouco
. Casas solariegas de Petín
. Conjunto urbano de A Rúa
. Lápida de la Cigarrosa en A Rúa
. Minas de Córgomo y Valdegodos
. Cuevas del vino de Valdeorras
. Conjunto urbano de O Barco
. Vila de O Castro
. Monasterio de Xagoaza
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